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11/03/2026
A compra de um veículo financiado é uma realidade para milhões de brasileiros. No entanto, quando ocorrem dificuldades financeiras e as parcelas começam a atrasar, surge uma preocupação muito comum: quantas parcelas em atraso podem levar à apreensão do veículo?
Essa dúvida aparece com frequência entre consumidores que possuem contratos de financiamento com alienação fiduciária, modalidade bastante utilizada por bancos e instituições financeiras no financiamento de carros e motos.
Muitas pessoas acreditam que apenas após vários meses de atraso o banco pode pedir a apreensão do veículo. Porém, a legislação permite que a instituição financeira tome medidas antes disso, dependendo das condições do contrato.
Por isso, entender quantas parcelas em atraso podem levar à apreensão do veículo, como funciona o processo de busca e apreensão e quais são os direitos do consumidor é fundamental para quem possui financiamento ativo.
Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post "Quantas Parcelas em Atraso Podem Levar à Apreensão do Veículo?".
Continue a leitura para entender melhor quantas parcelas em atraso podem levar à apreensão do veículo e conhecer informações importantes sobre contratos de financiamento.
A maioria dos financiamentos de veículos no Brasil utiliza o sistema de alienação fiduciária.
Nesse modelo, o consumidor compra o veículo por meio de financiamento, mas a propriedade do bem permanece vinculada ao banco até que todas as parcelas sejam quitadas.
Isso significa que, embora o veículo esteja em posse do comprador, ele ainda está juridicamente vinculado à instituição financeira.
Se ocorrer inadimplência no contrato, o banco pode tomar medidas legais para recuperar o veículo.
Quando o consumidor atrasa uma parcela do financiamento, normalmente começam a incidir juros, multas e encargos contratuais.
Além disso, a instituição financeira pode iniciar procedimentos de cobrança.
Dependendo da situação, o banco também pode notificar o consumidor sobre o atraso e solicitar a regularização da dívida.
Se o atraso persistir, o contrato pode ser considerado inadimplente, o que abre caminho para medidas judiciais.
Uma dúvida muito comum é se existe um número mínimo de parcelas em atraso para que o banco possa pedir a apreensão do veículo.
Na prática, não existe um número mínimo fixo de parcelas em atraso.
Em contratos de alienação fiduciária, uma única parcela em atraso já pode caracterizar inadimplência, permitindo que a instituição financeira inicie o processo de cobrança e, eventualmente, a ação de busca e apreensão.
No entanto, na prática, muitas instituições financeiras aguardam mais de uma parcela em atraso antes de iniciar o processo judicial.
Mesmo assim, cada contrato pode ter regras específicas, e o atraso de poucas parcelas já pode levar à adoção de medidas legais.
A ação de busca e apreensão é um processo judicial utilizado por instituições financeiras para recuperar um veículo financiado quando ocorre inadimplência no contrato.
Nesse processo, o banco solicita autorização judicial para recolher o veículo que está em posse do consumidor.
Se o pedido for aceito pelo juiz, pode ser expedida uma ordem judicial para localizar e apreender o veículo.
Essa medida ocorre com base nas regras previstas na legislação que regula contratos de alienação fiduciária.
Em muitos casos, antes de iniciar o processo judicial, o banco realiza notificações ao consumidor informando sobre o atraso das parcelas.
No entanto, quando o processo de busca e apreensão é iniciado e autorizado pela Justiça, a apreensão pode ocorrer sem aviso prévio direto ao consumidor.
Isso significa que o veículo pode ser recolhido por ordem judicial após a decisão do juiz.
Por isso, é importante acompanhar qualquer comunicação relacionada ao financiamento.
Depois que o veículo é apreendido, ele geralmente é encaminhado para um pátio ou depósito indicado pela instituição financeira.
A partir desse momento, o processo judicial continua.
Dependendo da situação, o consumidor pode ter prazo para regularizar a dívida ou discutir os valores cobrados.
Caso a dívida não seja resolvida, o veículo pode ser levado a leilão para pagamento do saldo devedor.
Mesmo após a apreensão, podem existir situações em que o consumidor consegue recuperar o veículo.
Isso pode ocorrer quando a dívida é regularizada dentro do prazo legal ou quando existem discussões sobre valores cobrados no contrato.
Cada caso depende das circunstâncias específicas do financiamento e do andamento do processo judicial.
Por isso, analisar o contrato e os valores envolvidos pode ser importante nesses casos.
Em alguns contratos de financiamento de veículos, podem existir discussões sobre juros considerados abusivos ou encargos financeiros elevados.
Quando isso acontece, pode surgir a possibilidade de analisar o contrato para verificar se as taxas aplicadas estão dentro dos padrões do mercado.
Essa análise pode envolver revisão das cláusulas contratuais e dos valores cobrados no financiamento.
Casos envolvendo busca e apreensão de veículo podem exigir análise detalhada do contrato de financiamento.
O advogado pode auxiliar na avaliação da situação e orientar o consumidor sobre os caminhos possíveis dentro do processo.
Também pode ajudar a analisar cláusulas contratuais e valores cobrados pela instituição financeira.
Quando surgem dificuldades para pagar o financiamento do veículo, pode ser importante agir rapidamente.
Algumas medidas que podem ajudar incluem:
Agir com antecedência pode ajudar a evitar medidas mais graves, como a ação de busca e apreensão.
Chegamos ao fim de mais um conteúdo desenvolvido pela Sangiogo Advogados. Neste blog post falamos sobre como funciona o financiamento de veículos com alienação fiduciária, o que acontece quando o consumidor atrasa parcelas, quantas parcelas em atraso podem levar à apreensão do veículo, o que é a ação de busca e apreensão, se o banco pode apreender o carro sem aviso prévio, o que acontece após a apreensão do veículo, se ainda é possível recuperar o veículo, discussões sobre juros em financiamentos, o papel do advogado nesses casos e o que fazer ao enfrentar dificuldades para pagar o financiamento.
Se você possui dúvidas sobre financiamento de veículos ou situações envolvendo busca e apreensão, pode ser importante buscar orientação jurídica.
Entre em contato com um advogado de sua confiança para esclarecer dúvidas sobre contratos de financiamento e possíveis medidas jurídicas.
Conteúdo desenvolvido pela Sangiogo Advogados Associados OAB/RS 3.605.
